http://www.estadao.com.br/arquivo/mundo/2004/not20040503p27117.htm
Segunda-feira, 03 de maio de 2004 - 20h23
Bush recebe sugestões para "aniquilar" regime cubano
Bush recebe sugestões para "aniquilar" regime cubano
Washington - O secretário de Estado Colin Powell apresentou ao presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, recomendações para que aniquile o regime comunista em Cuba. Uma comissão do governo liderada por Powell recomendou a Bush que exerça pressão econômica sobre a ilha, impedindo o fluxo de dólares, informou um funcionário do governo americano. O chanceler americano também manifestou apoio ao México e ao Peru em uma contenda diplomática relacionada com a posição desses governos sobre Cuba na Comissão de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas. Powell disse que o presidente de Cuba, Fidel Castro, "ousou desafiar nações livres e independentes que fizeram sua própria escolha ", negando que tenha havido ingerência americana sobre as posições de México e Peru. Uma fonte do governo americano disse que a influência de Fidel Castro sobre a América Latina não deve ser subestimada. Como exemplo, o funcionário apontou para esquerdistas hondurenhos que recentemente protestaram contra o envio de soldados para a ocupação do Iraque, "obrigando" o governo a encerrar sua colaboração antes do previsto. As recomendações de Powell a Bush constam de um relatório de 500 páginas que inclui um capítulo com meios de tirar Fidel do poder. Os outros quatro capítulos abordam formas por meio das quais os EUA poderiam ajudar um "governo pós-Castro comprometido com a democracia". De acordo com Richard Boucher, porta-voz do Departamento de Estado, Bush "decidirá quais recomendações serão implementadas e quando isso começará".
http://www.estadao.com.br/arquivo/mundo/2004/not20040506p27179.htm
Quinta-feira, 06 de maio de 2004 - 17h29
EUA pretendem interferir na sucessão de Castro
EUA pretendem interferir na sucessão de Castro
Washington - Um comitê presidencial americano recomenda que os EUA tomem medidas para subverter a sucessão prevista do poder em Cuba, pela qual o poder passaria de Fidel Castro para seu irmão Raul. O comitê, encabeçado pelo secretário de Estado Colin Powell, disse que os Estados Unidos "repudiam a continuidade de uma ditadura comunista" na ilha.
O comitê recomenda medidas "para focalizar pressão e atenção sobre a elite dominante, de modo que a sucessão por parte dessa elite ou qualquer um de seus componentes seja vista como o que seria: um obstáculo à Cuba livre e democrática".
O relatório, de 500 páginas, veio a público depois que o presidente George W. Bush discutiu seu conteúdo com membros do comitê. "Não esperamos pelo dia da liberdade em Cuba, trabalhamos pela libertação de Cuba", disse Bush a jornalistas.
Bush determinou que até US$ 59 milhões sejam gastos, ao longo dos próximos dois anos, para ajudar a promover a meta de uma Cuba democrática. Até US$ 36 milhões deverão ser gastos em atividade de construção democrática e no apoio às famílias de opositores do regime, entre outras atividades. Até US$ 18 milhões serão gastos para contornar a interferência do governo cubano contra o sinal da rádio e TV Martí, emissoras que transmitem críticas ao governo de Fidel.
O comitê recomenda medidas "para focalizar pressão e atenção sobre a elite dominante, de modo que a sucessão por parte dessa elite ou qualquer um de seus componentes seja vista como o que seria: um obstáculo à Cuba livre e democrática".
O relatório, de 500 páginas, veio a público depois que o presidente George W. Bush discutiu seu conteúdo com membros do comitê. "Não esperamos pelo dia da liberdade em Cuba, trabalhamos pela libertação de Cuba", disse Bush a jornalistas.
Bush determinou que até US$ 59 milhões sejam gastos, ao longo dos próximos dois anos, para ajudar a promover a meta de uma Cuba democrática. Até US$ 36 milhões deverão ser gastos em atividade de construção democrática e no apoio às famílias de opositores do regime, entre outras atividades. Até US$ 18 milhões serão gastos para contornar a interferência do governo cubano contra o sinal da rádio e TV Martí, emissoras que transmitem críticas ao governo de Fidel.
http://www.cnn.com/2004/ALLPOLITICS/05/06/us.cuba.ap/index.html
EEUU: provocar fome e desespero em Cuba
Eis a prova : O objetivo do bloqueio a Cuba é provocar fome, desespero e o derrocamento do governo
Em 21 de abril de 2011 o jornal O Estado de São Paulo, que clamou ostensiva e enfaticamente pelo golpe militar em 1964 e apoiou as Ditaduras Militares no Brasil e em outros países, sempre em nome de sua visão distorcida e fundamentalista que via comunismo embaixo de todas as camas, publicou um artigo de seu colunista Eugenio Bucci atacando o Estado cubano e decretando sua morte, além de debochar de sua história. Enfim, o artigo "O fundamentalismo do Estado cubano” era a legítima expressão do centenário pensamento político do Estadão, representante da elite paulista e um dos próceres do PIG (Partido da Imprensa Golpista).
Logo após, em 24 de abril, o também jornalista Max Altman publicou no sítio Opera Mundi o artigo "O clichê da grande imprensa e os fatos", onde replicava e argumentava que no texto de Bucci não havia qualquer isenção, a verdade era agredida, a objetividade era esquecida, se enredava em fantasias tortuosas e a manipulação era grosseira.
Quase ao final de seu artigo, como bom jornalista, Max Altman nos brindou com informações escondidas pelos governos intervencionistas norte-americanos por 30 anos, até 1991, e desde então também guardadas nas gavetas da grande mídia corporativa falseadora, que ainda hoje se recusa a divulgá-las porque desnudam sua hipocrisia e seu partidarismo, porque mostram a verdade dos fatos.
Informa Max Altman:
“Bastaria recordar ao Sr. Bucci o conteúdo de um memorando secreto, desclassificado em 1991, do Subsecretário Adjunto de Estado para os assuntos interamericanos, Lester D. Mallory, de 6 de abril de 1960."
E cita textualmente:
“A maioria dos cubanos apoia Castro [...] Não existe uma oposição política efetiva [...] O único meio possível para fazê-lo perder o apoio interno [ao governo] é provocar o desengano e o desalento mediante a insatisfação econômica e a penúria [...] Há que se pôr em prática rapidamente todos os meios possíveis para debilitar a vida econômica [...] negando a Cuba dinheiro e fornecimento de bens com o fim de reduzir os salários nominais e reais, com o objetivo de provocar fome, desespero e o derrocamento do governo”.
Observem a data do memorando, 6 de abril de 1960, quase um ano antes da invasão de Playa Girón.
Logo após, em 24 de abril, o também jornalista Max Altman publicou no sítio Opera Mundi o artigo "O clichê da grande imprensa e os fatos", onde replicava e argumentava que no texto de Bucci não havia qualquer isenção, a verdade era agredida, a objetividade era esquecida, se enredava em fantasias tortuosas e a manipulação era grosseira.
Quase ao final de seu artigo, como bom jornalista, Max Altman nos brindou com informações escondidas pelos governos intervencionistas norte-americanos por 30 anos, até 1991, e desde então também guardadas nas gavetas da grande mídia corporativa falseadora, que ainda hoje se recusa a divulgá-las porque desnudam sua hipocrisia e seu partidarismo, porque mostram a verdade dos fatos.
Informa Max Altman:
“Bastaria recordar ao Sr. Bucci o conteúdo de um memorando secreto, desclassificado em 1991, do Subsecretário Adjunto de Estado para os assuntos interamericanos, Lester D. Mallory, de 6 de abril de 1960."
E cita textualmente:
“A maioria dos cubanos apoia Castro [...] Não existe uma oposição política efetiva [...] O único meio possível para fazê-lo perder o apoio interno [ao governo] é provocar o desengano e o desalento mediante a insatisfação econômica e a penúria [...] Há que se pôr em prática rapidamente todos os meios possíveis para debilitar a vida econômica [...] negando a Cuba dinheiro e fornecimento de bens com o fim de reduzir os salários nominais e reais, com o objetivo de provocar fome, desespero e o derrocamento do governo”.
Observem a data do memorando, 6 de abril de 1960, quase um ano antes da invasão de Playa Girón.
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Lester DeWitt Mallory era Vice Secretário de Estado adjunto para assuntos do Hemisfério Ocidental em 1960 e se aposentou no Departamento de Estado em 31 de outubro do mesmo ano. |
Endereços dos textos:
http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,o-fundamentalismo-do-estado-cubano,709120,0.htm
http://operamundi.uol.com.br/conteudo/opiniao/O+CLICHE+DA+GRANDE+IMPRENSA+E+OS+FATOS_1460.shtml



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